quinta-feira, 7 de abril de 2011

POESIA


A MINHA CANÇÃO DE EXÍLIO

                                                                                                            Edna Viana *

Os meus pés me levaram acolá
Um dia... Faz tanto tempo... sei lá...
Sem palmeiras, sem canto de sabiá
Prometido lugar eu fui buscar.

Sem estilingue, migalhas, nem pão
Sem de aves nenhum gorjeio ou canto
Sem a voz de um triste acalanto
Sem ter sequer um rumo ou razão.

Tantas, tantas miragens que eu vi
Incontáveis desertos eu cruzei
Que enfim meu caminho olvidei.

Distante, muito distante andei
Distraída, arrancada eu de mim
Se eu quis retornar... não me achei !


* Edna Viana é ensaísta e poeta, autora de Uma Cidade Dia Sim Dia Não.


Edna Viana e seu irmão Reno.


6 comentários:

  1. O verso "arrancada eu de mim" é simplesmente demais...

    ResponderExcluir
  2. Ouais! Je vous félicite pour votre poème! J'ai été particulièrement impressionné...

    ResponderExcluir
  3. Votre poème est extraordinaire! C'est une merveille d'intelligence et lyrisme. Merci.

    ResponderExcluir
  4. No FACEBOOK, sobre esta postagem do nosso Blog, consta o seguinte diálogo entre Edna Viana e Solange Neves:
    - Thanks for your comment about my poem...Are you training your french? kkkk.
    - Je suis en train d'étudier le français. Mais, j'ai seulement écrit le deuxième commentaire en français...

    Da nossa parte, registramos aqui nossos agradecimentos, esperando que ambas continuem colaborando conosco, em qualquer idioma!!

    ResponderExcluir
  5. Reno,
    li o poema de Edna e, de fato, é lindíssimo! Edna tem tantas faces literárias! Recentemente, li um belíssimo ensaio que ela escreveu sobre Vasconcelos Maia e suas crônicas. De tirar o chapéu. E o fôlego também.
    Grande abraço,
    rosel

    ResponderExcluir
  6. Rosel,
    Palavras encorajadoras...Eternamente grata... Confesso que me envaidece te saber leitor dos meus escritos. Obrigada!

    ResponderExcluir