Cultura

Casa onde nasceu o cineasta Glauber Rocha, em Vitória da Conquista - BA

O cineasta Martin Scorsese nunca escondeu sua paixão pela arte de Glauber Rocha. Os dois estiveram juntos três vezes em Nova York, Los Angeles e, por último, no Festival de Veneza em 1980.

A admiração era recíproca, como mostra uma das fotos tiradas pela artista Paula Gaitán em Portugal, onde Glauber posa para sua companheira em frente ao cartaz de 'Raging Bull' ('Touro Indomável').

Em 1991, Scorsese deu provas de seu apreço, ao adquirir os direitos para a recuperação e produção de cópias especiais em 35 mm da trilogia 'Deus e o Diabo na Terra do Sol', 'Terra em Transe' e 'O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro' que passou a integrar sua cinemateca particular.

Quando foi convidado em 1996 para editar o número 500 do 'Cahiers du Cinema' ele voltou a homenagear o amigo, dedicando-lhe um ensaio onde relaciona John Cassavetes, Ida Lupino e Glauber Rocha como as três personalidades fundamentais em sua formação cinematográfica.

Fonte: Folha de S. Paulo

Confira o link  GLAUBER ROCHA







Na contracapa de seu primeiro disco, Das barrancas do Rio Gavião (1972), Elomar ganhou de Vinicius de Moraes a alcunha  “príncipe da caatinga”. O epiteto nasceu graças às suas composições personalíssimas, em formas medievais, como se fosse um trovador que vive às margens do castelo.

Elomar Figueira Mello nasceu na Bahia em 1937. Arquiteto de formação, largou a régua T e a prancheta para ter tempo de compor, amor que toma forma ainda criança, quando foge da casa habitada pelos cantos eclesiásticos de sua mãe. Quer aprender a tocar violão e ouvir as músicas dos menestréis.

Além do cancioneiro, que conta com mais de 80 composições, Elomar é dono de uma extensa "obra culta", como concertos, óperas, peças para violão solo, antífonas e galopes estradeiros. Este último surge da vontade do compositor em levar a música clássica às novas gerações. Os galopes estradeiros são sinfonias concisas feitas em três movimentos que sugerem ao ouvinte o percurso de um cavaleiro pelas estradas do sertão, alternado pelo ritmo do cavaleiro. A música imita o movimento do cavaleiro na estrada.

Já sua ópera foge do padrão europeu, enveredando para as histórias do sertão, do sertanejo e de seus dramas que, muitas vezes, estão fadadas a desgraça da seca e da miséria. Desta maneira, Elomar atribui novos valores à opera brasileira.


Confira vídeo no link  ELOMAR